Review: The Girl Who Died.

11:06 luvdoctorwho 1 Comments


Depois de 4 episódios tensos, que você precisou assistir com um copo de água com açúcar do lado, ou precisou voltar 3 vezes pra ter certeza do que viu, um episódio calmo, engraçado, mas ainda sim importante e muito bem executado.

No episódio dessa semana o Doctor e Clara encontram Arya Stark e a ajudam a chegar ao Trono de Ferro, digo, derrotar os monstros de ferro. 

Brincadeiras a parte. O Doctor e a Clara acabam em uma pequena vila Viking que está prestes a ser atacada pelos Mires, uma raça alienígena das mais temidas e terríveis do universo, liderados pelo chefão que estava fingindo ser Odin. Basicamente foi isso. Bom, se eu precisasse rapidamente e resumidamente contar esse episódio é assim que eu contaria. - O Doctor então precisa ajudar a pequena vila a lutar. Ele precisa treiná-los para que eles lutem, e o episódio seria esse, se ele não se distraísse pela garota Ashildr.

Vamos tirar logo do caminho quem é a personagem da Maisie, se você entrou só pra isso, agora você pode fazer outra coisa. Ela não é ninguém do passado do Doctor. Ela não é a neta, a filha etc, etc. Ela é uma personagem nova, totalmente nova para a série. E nem dá pra culpar o Moffat, por que ele já tinha dito isso, só temos nós mesmos a culpar pela decepção de criar teorias que acabam não sendo nada. Uma vez que descobrimos quem ela é fica fácil entrar na história da garota Viking que está querendo proteger sua vila e acaba se tornando importante para o Doctor.

Os Mire. Eles não foram a coisa mais importante do episódio. Aliás, eu sinto que qualquer monstro teria funcionada da mesma maneira. Até por que se eles são a raça, ou uma das mais temidas no universo, caramba, eles estão devendo bastante no quesito "Temível". Eu me sentia assistindo um desenho animado quando eles apareciam e começavam a derrubar coisas e dar choques, mas ei, eu adoro desenho animado, então tudo bem. 

Ashildr morreu, morreu ajudando seu povo, ajudando o Doctor, e agora ele não pode fazer mais nada sobre isso, pessoas morrem o tempo todo, e o Doctor sabe disso, certo? Errado. Afinal ele é o Doctor e ele está ali para salvar as pessoas. E é então que ele finalmente se lembra o porque de ter escolhido esse rosto em particular. Ele se lembrou de Pompeia, de Donna lhe pedindo para salvar qualquer pessoa, qualquer um. E logicamente esse pessoa ficaria marcada na sua memoria. Ele é o Doctor, e ele salva pessoas. Eita bordão maravilhoso para o 12th. Mas como nada é perfeito, e se fosse não seria Doctor Who, em sua ânsia de salvar Ashildr ele acaba criando um Hibrido. Palavra essa já usada por Davros, e se foi usado por ele, não pode ser boa coisa. 

Clara Oswald vem sendo a pedra no meu sapato por 3 temporadas, mas eis o que eu não esperava: Acabar gostando dela. Não sei se 'gostar' é a palavra certa, poderia ser 'acostumar', já que ela vem sendo enfiada goela abaixo durante todo esse tempo. O seguinte, talvez se apagassem a 8° temporada da minha memória com um daqueles vermes de The Snowmen, talvez assim eu usasse a palavra "gostar". O Doctor está diferente, ele está demonstrando carinho por ela, e talvez por isso eu esteja me apegando um pouco a personagem, vendo ela com os mesmos olhos. Todo esse carinho que ele tem por ela, talvez seja transmissível, Peter Capaldi está me fazendo sentir. (Você pode ver o que eu acho do relacionamento deles nessa temporada clicando aqui)

Tirando o final pesado, dá pra dizer que o episódio foi bem leve né? O Doctor treinando os Vikings foi engraçado. Um Viking com medo de sangue que como num efeito dominó acabou com a quase destruição da vila. O Doctor traduzindo o choro do bebê foi fofo e mais uma vez e aqui mais do que nunca conseguimos ver esse dom, esse talento todo do Peter Capaldi que consegue ir de um drama forte, por que foi pesado o bebê chorando e ele traduzindo "Mãe, eu estou com medo, mas vou cantar pra você..." para uma comédia escrachada quando a vila é destruída pelos próprios Vikings que não conseguem nem segurar uma espada de verdade sem acabar cortando o próprio pé. Peter Capaldi é ouro puro.

Ashildr agora é imortal e ela terminou o episódio com o tempo passando atrás dela enquanto ela não envelhecia. Um gancho diferente né? Nem sei se gancho se aplica, talvez continuação pareça mais certo. Que venha The Woman Who Lived.

Considerações
- O Doctor teve um momento 'caramba fiz merda' quando ele percebe que a Ashidr agora é um híbrido. Palavra essa que já ouvimos antes da boca feia do Davros no começo da temporada.

- CADÊ OS FOGOS? O óculos sônico foi quebrado e esperamos que permaneçam assim.

- 2000-year diary!
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