ROSE 15 ANOS: Como tudo começou... de novo.

08:59 luvdoctorwho 3 Comments


Em setembro de 2003 foi anunciado que Doctor Who finalmente retornaria a televisão. Como cabeça da série estaria Russell T Davies e os produtores executivos Julie Gardner e Mal Young, que foram os responsáveis por desenvolver a série e trazê-la para a era moderna. Christopher Eccleston foi escolhido para dar vida a 9º encarnação do Doctor, e ao seu lado estaria Billie Piper dando vida a companion mais popular da história de Doctor Who, Rose Tyler. 


A primeira temporada começou com "Rose" no dia 26 de março de 2005. A temporada foi um sucesso imediato, atraindo mais de 1.8 milhões de espectadores na sua estréia.
O Showrunner que esperou. 
A BBC precisava de um drama para os sábados e o que Doctor Who realmente precisava era de um roteirista corajoso, para dar uma nova cara a série sem trair o seu passado. Em 2003, Russell começou a preparar os detalhes e pontos importantes para a série que seria compartilhado com os outros escritores da primeira temporada. Era mais ou menos assim: "Uma garota conhece um alien e eles viajam juntos pelo universo". "O alien é o Doctor: O seu melhor amigo. Alguém com quem você quer estar, o tempo todo. Ele é inteligente e engraçado, rápido e sarcástico, atrevido e corajoso. E considerando que ele é um alienígena, ele é mais humano que o melhor humano que você poderia imaginar. Cheio de compaixão, seu coração poderia explodir e sua cabeça está cheia de ciência, arte e história..." "Mas uma coisa falta ao Doctor. Família. Ele é solitário. As vezes a distância dá à ele um limite vital - quando o mundo está em perigo, ele não perderá tempo salvando a droga de um gato - mas as vezes, quando ele olha para os humanos, e suas mães e pais, e amigos. É como se ele não soubesse nada."  



O Doctor que durou menos. 
Alguns dias depois da estréia da primeira temporada, os fãs descobriram que Christopher Eccleston não voltaria para uma segunda temporada. Ainda pouco se sabe sobre o motivo real que o fez deixar a série. Em 2011 em entrevista ao site The Guardian, ele disse: "Eu sai por algumas políticas. Eu não fiquei cara a cara com eles. Eu não concordava com o jeito que as coisas estavam acontecendo. Eu não gostava da cultura que estava crescendo em torno da série. Então eu sai, eu senti que tinha acabado." Alguns dizem que a BBC não estava feliz com ele no papel, mas o mais certo seria assumir que o problema foi por parte do Eccleston que até hoje tem problemas em falar sobre Doctor Who. Semana passada em entrevista a um repórter da ABC ele teria desligado na cara do repórter após ser questionado sobre a serie. Supera isso Ecclestão, a gente te ama cara.
Quando em 2004 Eccleston foi anunciado como o Doctor, uma fã escreveu para Russell T Davies dizendo: "Como você pode escolher um Doctor com a BARBA POR FAZER???W????" Ela escreveu: "Ele parece acabado UGHHHH!!! Eu não vou assistir." Entretanto ele fazia sentido para o Doctor que Russell imaginou "Não necessariamente novo... ele é imediato e tático. Se você ficar muito perto dele você pode se queimar." Muitos se perguntaram porque não vimos a regeneração do 8th de Paul McGann na época e a resposta é simples, por mais que Russell gostasse do Doctor do McGann a nova temporada não deveria começar com nenhuma entrega, ou seja, nada de Doctor passa para Doctor e sim um novo começo. 



A Companion que durou e que dura e que vai durar para sempre. 
O número nove compartilharia suas aventuras com Rose Tyler. isso não parecia muito diferente do que os fãs tinham visto nas temporadas clássicas, mas uma nota de Russel deixou alguns fãs conservadores mais preocupados, "A ficção de Doctor Who tem 40 anos," ele escreveu. "A qual nós vamos ignorar, exceto as partes boas, Ele é um senhor do tempo, ele tem uma Tardis, dois corações, uma sonic screwdriver e ele tem 900 anos." "Isso é o suficiente, o importante é a nova mitologia que será descoberta, com a Rose. É vital descobrir uma nova mitologia nas telas." A (nova) audiência deveria descobrir o Doctor pelas histórias de sua companion exatamente do mesmo jeito que a série começou em 1963. Rose Tyler acabou se tornando a companion mais popular dentre as companions de Doctor Who, com sua era durando até hoje. 



O exterior da Tardis foi mantido e por uma temporada o nome "Doctor Who seria colocado nos créditos finais (era 'O Doctor' desde o primeiro episódio de Peter Davison em 1982).

Por um tempo Russell considerou usar a versão da música de abertura de 1970 apenas arrumando alguns arranjos, mas depois foi decidido que a música quando casada com os efeitos sonoros criados ficaria muito dispersa. Entrou em cena então Murray Gold que criou a nova gravação e que ficaria na série criando as músicas para os episódios. Em março de 2005, o episódio 'Rose' triunfou contra o seu principal concorrente da ITV, quando a temporada terminou Doctor Who só provou o seu sucesso contra o oponente que só conseguia marcar 2.3 milhões de telespectadores contra um total de 8.1 milhões de Doctor Who. A ITV tentou aplacar o sucesso de Doctor Who levando ao ar no dia 21 de maio, Star Wars: episódio I, que foi visto por uma média de 4 milhões de pessoas, enquanto mais de 7 milhões de pessoas assistiam The Empty Childna BBC1. Depois de um tempão, Russell T Davies fez de Doctor Who mais uma vez, um grande sucesso.


Eu sei que as pessoas esperavam que Doctor Who fosse uma grande falha, por que as pessoas são assim." "Eu sempre soube que funcionaria, eu não esperava que funcionasse tão bem - eu tenho que dizer que esse sucesso nos pegou de surpresa - mas eu sabia que como um drama, iria funcionar. - Russell T Davies. 
Fonte: Entrevistas retiradas do livro The Vault.
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Melhor Doutor da nova serie ,uma temporada genial, uma companion super legal, e o Captain Jack Harkness, que era sensacional

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